O Fisco aperta ano após ano — e o pequeno lojista é o mais atingido quando não se organiza a tempo. Reforma tributária, novas regras de NFC-e, SPED simplificado: há muito a acompanhar. A boa notícia é que 80% do trabalho pode ser automatizado pelo próprio PDV.
O que mudou em 2026
NFC-e obrigatória mais cedo
Estados ampliaram o escopo de emissão obrigatória de NFC-e para setores de varejo físico. Quem ainda emite cupom fiscal antigo precisa migrar, sob pena de autuação.
SPED simplificado para MEI
O governo anunciou formato simplificado de SPED Contribuições para MEI, com mais de 15 milhões de microempresas beneficiadas. A obrigação fica em camadas — quem fatura pouco tem menos campos.
Reforma tributária em transição
Com a substituição gradual de ICMS, ISS, PIS e Cofins por IBS e CBS, o varejo precisa começar a parametrizar categorias fiscais com antecedência. Até 2033 convivemos com os dois sistemas.
O que você precisa fazer agora
- Verificar se seu PDV emite NFC-e em padrão XML atualizado do seu estado.
- Cadastrar CFOP/NCM corretos por produto — não deixar tudo no "produto genérico".
- Ter backup fiscal diário das vendas (XMLs arquivados por 5 anos).
- Sincronizar SPED mensalmente com contador.
Multa por NFC-e não emitida ou XML inválido pode chegar a 100% do valor da operação. Vale ouro ter um PDV que valida cada nota no momento da emissão.
Automatizando o fiscal
Sistemas de gestão modernos já trazem NFC-e integrada, envio automático para a SEFAZ, guarda do XML por 5 anos e relatórios prontos para o SPED. O Morpheus PDV, por exemplo, valida a nota antes do envio e alerta quando o produto está com NCM inválido.
Estar em dia com o Fisco não é mais um diferencial — é o mínimo. Quem não se adapta agora, paga mais caro lá na frente.